"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez' " Caio Fernando de Abreu
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"Sempre dizem que não damos valor enquanto temos e depois que perdemos vemos quanta falta faz. Eu acho isso uma mentira e eu tenho motivos, ah se tenho… Eu sempre te dei valor. Dei valor máximo. Eu te dei tanto valor que me esqueci dos meus próprios valores. E o que ganhei com tudo isso? Eu me esqueci de lembrar que quando se dá muito não se ganha nada. E eu me esqueci de dizer na linha anterior que se ganha sim, se ganha: saudade. Saudade no começo, porque ainda se tem esperança de abrir a porta e ver a pessoa ali na tua frente. Eu senti tanta saudade tua no começo, mas tanta saudade que eu acho que eu passei a respirar saudade. E depois de algum tempo eu comecei sentir tua falta. Eu percebi que tu não ia mais voltar, que tu já tinha ido embora e tinha subido no bonde. Eu senti tanta falta de ti. Eu ainda sinto muita falta de ti. Sinto falta das tuas piadas e da tua caneca que ficava no meu bidê. Eu te incomodava tanto por aquela maldita caneca ali, mas hoje eu sinto falta dela. Tu a levou quando se foi. Tu levaste a maldita caneca que tinha aqueles dizeres machistas e, não contente tu te levou. E contigo levou as tuas roupas que ocupavam o meu guarda-roupas. Teus discos que ocupavam a minha estante. Teu radinho de pilhas que escutávamos de baixo das cobertas quando havia temporais e faltava luz. Tu levou aquele teu casaco que tinha a mistura do meu cheiro com o teu. Tu levaste tudo, exceto a saudade. E é isso o que dói. É acordar e não te ver do meu lado. É esbarrar em ti naquele parque e nenhum de nós dois falar sequer um “oi”. É eu te ver seguindo a tua vida enquanto eu continuo parada na porta, com esperança no olhar. É dormir com o celular no volume máximo esperando uma ligação que não vai chegar. É te ver beijando outra pessoa enquanto eu tenho que fazer um esforço enorme para conseguir abraçar alguém. E eu juro, eu juro que não é por querer. Eu juro que eu tento esquecer. Eu parei de fumar o cigarro da mesma marca que o teu. Eu faço tudo para não frequentar os lugares que tu costuma(va) ir. Eu já nem passo mais na frente do teu trabalho só para te ver ali na janela. Já não escuto a tua banda preferida, escondida no meu quarto. Não vou mais em todas as tuas redes sociais esperando ler uma indireta meio direta de que tu sente a minha falta. Eu juro que eu tento andar para frente, mas parece que tu me puxa para trás, mesmo sem perceber. Parece que toda vez que eu consigo te excluir um pouco do meu coração, tu resolve ir no mesmo show que eu. Na mesma festa que eu. A cidade é grande, amor. Por que tu foste parar na mesma festa que eu? E no mesmo show que eu? Nosso gosto musical nem combina. E é aí que eu tenho que fazer um esforço gigante para não acreditar que isso é destino. Porque tu tens razão: destino não existe. E eu preciso acreditar nisso. O que existe é a coincidência. O que existe é a vida me usando como marionete para divertir os espectadores invisíveis. É a vida não me deixando te esquecer. É a vida me fazendo esbarrar em ti no show daquela banda que tu odeia, toda a vez que eu consigo dar um passo a frente."
   — Se-pacifica and p-i-e-g-u-i-c-e (via se-pacifica)

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"Eu tenho quinze anos e estou apaixonada. E se isso não passar?"
   — Esses dias minha amiga me contou a história de seus avós. Se conheceram no colegial, a avó com quatorze anos e o avô com dezesseis. Casaram quando ela tinha dezenove. Foram casados por vinte e um anos. São separados a quinze. Ele casou de novo. A neta vê a avó chorando sempre depois que o avô visita a avó. (via se-pacifica)

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alice-is-drunk:

 Que o silencio seja rompido, que a solidão se vá, que o vazio seja preenchido e que a escuridão se dissipe 

alice-is-drunk:

 Que o silencio seja rompido, que a solidão se vá, que o vazio seja preenchido e que a escuridão se dissipe 

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euemeuoutroeu:

Minha mente cada vez mais se torna  meu inferno particular…

euemeuoutroeu:

Minha mente cada vez mais se torna  meu inferno particular…

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Permalink | 14 575 notas | 04.10.2012 às 21:57 | Reblog this!
Já fiquei tanto tempo sozinha, que agora tanto faz.

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(Fuente: )

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